segunda-feira, 4 de agosto de 2008

(RE)ENCANTANDO A LEITURA NA DIVERSIDADE

A Secretaria Municipal de Educação realizou no dia 21 de julho o II Encontro de Planejamento das Atividades Docentes, com o tema (Re)encantando a leitura na diversidade.


Apresentação da Proposta



O que o ser humano faz a vida todo é ler, embora alguns leiam superficialmente. Uma paisagem, uma cena do cotidiano pode ser lida de diversas maneiras. Há uma história que ilustra bem este argumento. Um certo dia, dois homens que eram vizinhos saíram de casa para ir ao trabalho, quando subiam a montanha que permitia avistar as suas casas no vale, viram uma fumaça vindo daquela direção. O primeiro observou indiferente, mas o segundo parou e começou a pensar nas hipóteses do que poderia estar acontecendo. Observou que, se a fumaça estava vindo daquela direção, o fogo que a provocava deveria estar nas proximidades de sua casa e isso poderia representar um perigo para a sua esposa e seus filhos que ali estavam. Então, o segundo homem resolveu voltar, enquanto que o primeiro, menos observador, resolveu seguir. O resultado é que perto da casa destes dois homens havia começado um incêndio que por pouco não destruiu os seus lares. Ao retornar, o segundo homem conseguiu apagar o fogo e salvar a sua família e a do seu vizinho.
Não se lê apenas o texto escrito, pois “a leitura de mundo precede a leitura do texto” (Paulo Freire). Entretanto, assim como a leitura de mundo pode ser desprovida de criticidade, a leitura do texto escrito também pode sê-lo. Hoje, diante da complexidade da vida em sociedade, exige-se das pessoas uma habilidade de leitura que possa dar conta das demandas sociais. A televisão, o rádio, a Internet, os textos impressos que circulam cotidianamente podem servir de instrumentos de alienação quando não são lidos criticamente. Mais do que nunca a leitura tem se tornado uma competência de interação social e que pode funcionar como mecanismo de exclusão. Saber operar um caixa eletrônico, ler um contrato de trabalho, uma bula de remédio, uma propaganda na televisão ou a simples instrução de uso de um eletro doméstico são práticas das quais determinam como uma pessoa é capaz de interagir com o mundo que a cerca.
Além disso, o conhecimento acumulado pela humanidade, em sua grande maioria, está disposto em textos escritos. Assim, uma pessoa que não ler, está sujeita a não ter acesso a uma infinidade de informações, limitando sua forma de interação social.
Portanto, a escola, enquanto espaço de formação de cidadãos críticos, capazes de participar plenamente da sociedade, tem o dever de preparar os alunos para interagir com o mundo da leitura, não somente do texto escrito, mas da leitura do mundo. Certo é que se entende o mundo como um texto que comunica e que também pode ser escrito por cada um, atribuindo-lhe sentidos, porque o sujeito que interage com o mundo não apenas lê, mas também constrói sentidos para o mundo.
Este II Encontro de Planejamento das Atividades Docentes, não poderia deixar de abordar outro tema senão o (Re)encanto da leitura na diversidade.
O objetivo do encontro foi possibilitar a construção de um entendimento entre os professores de que a leitura deve estar presente na vida de todos nós como prioridade e que na prática docente esta é uma competência prioritária.

"A avaliação do encontro foi positiva, pena que foi pouco tempo para se discutir um tema tão importante", comentário da auto-avaliação feita no final do encontro.
Participaram do encontro 200 professores da Secretaria Municipal de Educação. Gratos pela sua presença!

"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede. "(Carlos Drummond de Andrade)

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